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EUA dizem ter destruído lanchas iranianas que tentavam interferir em navegação comercial; Teerã nega

g1.globo.com
EUA dizem ter destruído lanchas iranianas que tentavam interferir em navegação comercial; Teerã nega


Movimentação de navios no Estreito de Ormuz, em Omã, no dia 27 de abril de 2026
Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (4) que os EUA destruíram sete pequenas embarcações "rápidas" iranianas. A declaração ocorre no primeiro dia do "Projeto Liberdade" dos EUA para escoltar embarcações que estão presas no Golfo Pérsico para fora da área de Ormuz.
Mais cedo nesta segunda, o almirante americano Brad Cooper, chefe do Comando Central, já tinh a afirmado que a marinha dos EUA tinha destruído seis embarcações de pequeno porte iranianas que estavam impedindo o transito de navios comerciais em Ormuz.
A informação, contudo, foi negada por oficiais iranianos, segundo a TV estatal.
Cooper também afirmou que o Irã tentou atacar embarcações comerciais, mas não conseguiu. Ele também afirmou que as forças iranianas foram “fortemente aconselhadas” a se manter afastadas dos ativos militares dos EUA na região.
O almirante americano Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, disse nesta segunda-feira (4) que os EUA destruíram seis pequenas embarcações iranianas que tentavam interferir na navegação comercial no Estreito de Ormuz. Oficiais iranianos, contudo, negam a afirmação, segundo a TV estatal.
No mesmo dia, Trump confirmou na rede social Truth Social que os EUA atacaram pequenas embarcações "rápidas" iranianas, mas falou em sete.
O almirante americano Brad Cooper, chefe do Comando Central, afirmou nesta segunda que o Irã tentou atacar embarcações comerciais, mas não conseguiu. Ele também afirmou que as forças iranianas foram “fortemente aconselhadas” a se manter afastadas dos ativos militares dos EUA na região.
O almirante declarou ainda que o bloqueio militar imposto pelos Estados Unidos ao Irã está “superando as expectativas”.
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Nesta segunda, os EUA iniciaram uma operação nomeada de "Projeto Liberdade" para escoltar embarcações que estão presas no Golfo Pérsico para fora da área de Ormuz.
O Irã afirmou, no início da manhã, que impediu navios de guerra dos EUA de entrar no estreito, e havia divergências sobre se um navio dos EUA teria ou não sido atingido por mísseis iranianos.
Os EUA negaram, e mesmo Teerã ajustou seu discurso para esclarecer que se tratavam de "disparos de advertência", e não de um ataque direto à embarcação, depois que fontes disseram à uma agência de notícias que dois mísseis haviam atingido um navio de guerra.
Veja abaixo o que cada lado alega:
Agência iraniana Fars: a agência chegou a dizer que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos EUA na região do Estreito de Ormuz. Fontes ouvidas pela Fars disseram que, devido aos impactos, a fragata americana não conseguiu prosseguir e foi forçada a recuar e deixar a área. Horas depois, no entanto, a agência afirmou que foram feitos "disparos de advertência" pela Marinha iraniana nas proximidades das embarcações inimigas;
Agência iraniana Tasnim: fonte ouvida pela agência afirmou que Teerã disparou contra navios de guerra dos EUA;
Marinha do Irã: na TV estatal, a Marinha iraniana confirmou ter impedido a entrada de navios de guerra dos EUA em Ormuz ao emitir um "aviso rápido e decisivo", mas não confirmou se as embarcações foram alvo de disparos;
À agência Reuters, um alto funcionário do governo de Teerã disse que o Irã disparou um tiro de advertência contra um navio de guerra americano para impedir sua entrada no Estreito de Ormuz, mas que não está claro se houve algum dano;
Exército dos EUA: o Comando Central dos EUA nega ter sido alvo de um ataque e diz que nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido.
Em comunicado nesta segunda, os Emirados Árabes Unidos informaram que Irã atacou um petroleiro de sua petroleira estatal, a ADNOC, que transitava pelo Estreito de Ormuz e condenaram a ação.
Irã diz ter domínio de grande área do Estreito de Ormuz
Mais cedo, nesta segunda, o Irã publicou um novo mapa do Estreito de Ormuz com linhas vermelhas delimitando a área que está sob o domínio de seus militares um dia após Trump ter anunciado uma operação para ajudar navios a atravessar a via marítima no Oriente Médio.
O mapa mostra duas linhas vermelhas na região do Estreito de Ormuz, que o regime iraniano disse delimitar "a nova área sob gestão e controle das Forças Armadas do Irã".
Uma das linhas, a oeste da passagem, está entre a ilha iraniana de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes Unidos a noroeste de Dubai;
A outra, ao sul de Ormuz, está entre a costa norte de Omã e a costa iraniana. Veja no mapa abaixo.
Mapa do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, sob controle do Irã em 4 de maio de 2026.
Divulgação/Irib News
O mapa foi divulgado um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o Exército norte-americano irá guiar em segurança pelo Estreito de Ormuz navios comerciais presos no Golfo Pérsico. A operação, segundo Trump, ocorreria a partir da manhã desta segunda, porém ainda não haviam ocorrido quaisquer movimentações militares até a última atualização desta reportagem.
Em resposta, o Exército iraniano ameaçou atacar qualquer navio militar dos EUA que se aproximar do Estreito de Ormuz e reiterou que mantém "controle total" sobre a região. Ainda segundo o comunicado compartilhado pela mídia estatal iraniana nesta segunda, a passagem de navios pela via marítima terá que ser coordenado com Teerã.




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